Carlos Dadoorian

derek me jarman (2009)


Era 1992 e eu nem pensava em trabalhar com fotografia. O cinema me alimentava e respondia algumas questões. Também cumpria o papel de questionar algumas outras. "Edward II" (Derek Jarman, 1991) veio com o papel de apenas ser e me transformar. De responder, de questionar e de acalentar a alma. Imagens nunca esquecidas, postura nunca esquecida.

Janeiro de 2009 e a vontade de rever películas que me trouxessem um passado carregado de emoções. Ledo engano. Me trouxe um futuro cheio de novas emoções, a percepção de que a vida efetivamente flui. A vontade de fotografar o impossível, o homem morto que tanto me deu vida.

Recorrer ao autorretrato para tapar buracos. Mas ainda faltavam alguns. E "Blue" (Derek Jarman, 1993) chegou como o complemento. Em sua ausência de pessoas-personagens-atores trouxe a linha que faltava para contar a minha história.
 

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